Cavaleiros do Zodíaco na Lacrafix

[CONTÉM SPOILERS]

Assisti o tal remake de Cavaleiros do Zodíaco que fizeram na Lacrafix (Netflix). São 6 episódios que contemplam o início da saga de forma muito semelhante ao original, indo até a luta para recuperar a armadura de ouro de Sagitário, após ela ter sido roubada na Guerra Galáctica.

As lutas foram bastante resumidas e aí eu não sei se acho bom ou ruim. No original, as lutas eram muito longas, com muitos diálogos e enrolação. Se por um lado isso era uma marca característica dos Cavaleiros, onde a luta na verdade sempre era um pretexto para lições maiores além de servirem para contar mais sobre a história de cada um, por outro o começo da saga, até o Santuário, era bem ruim. Digo que era a pior parte de toda história dos Cavaleiros. Felizmente sumiram com aqueles cavaleiros negros toscos e os tais cavaleiros de aço.

A qualidade gráfica é muito boa. Infelizmente não tem áudio em japonês, que é o mais legal de todos. O áudio em inglês é uma grande bosta, pois fizeram localizações de nomes de personagens. Por exemplo, a Saori virou alguma outra coisa que não lembro mais (acho que Simone). Felizmente há o áudio em português, que é muito bom e com os mesmos dubladores do original. A dublagem brasileira do CDZ e a localização sempre foi muito boa, mas agora está melhor ainda. Gostei muito de diversas adaptações que os tradutores fizeram nos diálogos, incluindo algumas gírias e um jeito de falar mais comum, porém sem incluir regionalismos totalmente imbecis que normalmente esse povo da tradução gosta incluir. Por exemplo: “maneiro”. Quem é o corno que fala “maneiro”? Só carioca fala isso. Felizmente não percebi coisas desse nível.

Sobre a história, houveram algumas modificações que achei excelentes e corrigiram falhas da história original. Agora não vivem todos em um orfanato. São simplesmente jovens aleatórios pelo mundo que despertam seus poderes e são convocados/sequestrados para virarem Cavaleiros. Deram uma modernizada. Por exemplo, Seiya é descoberto porque uns “valentões” vão tentar bater nele, ele se revolta e acaba despertando o cosmo sem querer e fazendo um carro voar contra eles. Um dos valentões filmou isso e colocou na Internet, mostrando como o Seiya era uma aberração. Há também uma “tampa de bueiro falante” que deu uma pitada de humor e modernidade que achei de muito bom gosto.

A Guerra Galáctica pra mim sempre foi uma aberração, pois não faz sentido com o propósito dos Cavaleiros. Porém nesse remake fizeram os próprios cavaleiros questionarem a moral de lutarem entre si por uma armadura e acaba ficando claro nos episódios que a armadura era só um pretexto, que a ideia mesmo era reunir os cavaleiros perto de Athena para conhece-la e protege-la de um ataque iminente.

Também mudaram um pouco a personalidade do Hyoga, o deixando uma mistura de Hyoga com Ikki. Achei bem legal, pois Hyoga sempre foi um dos meus personagens favoritos, porém achava ele meio “mole” às vezes.

Um detalhe que não gostei, foi que na luta contra Ikki para recuperar a armadura dourada, os Cavaleiros que recém haviam se conhecido já lutam falando em “amizade”, “lutar por amizade” e o escambau. Achei meio forçado, mas pode-se justificar também que foi um tipo de “amizade à primeira vista”. Sabe aquela pessoa que você conhece e logo se torna amigo, por ter várias coisas em comum, principalmente o mesmo propósito? Deve ser isso.

A única mudança duvidosa e bastante polêmica foi que Shun agora é uma menina! É bastante estranho no começo, mas combina mais com a personalidade dele e ficou bem feito. Porém isso resulta em um grande problema, para quem já conhece toda a saga: Deus Hades virará Deusa Hades? Isso não faz sentido. Ou será simplesmente um “espírito de homem no corpo de uma menina”? Soa como uma tentativa lamentável de “lacração” da Netflix. Desde o início da humanidade são os homens quem normalmente entram em guerras e mesmo sem essa mudança forçada, não é o que ocorre. A mestre do principal Cavaleiro, o Seiya, é uma mulher (Marin). A Deusa que todo mundo luta para proteger, é uma mulher. Quem liberta Hades e se torna “chefe” de todo exército é uma mulher (Pandora). É verdade que elas não participam tanto da linha principal e das lutas, mas, como já disse, desde os primórdios da civilização, normalmente quem vai à guerra são os homens.

Estou aguardando a continuação para ver como serão os Cavaleiros de Ouro. Até agora houve uma breve aparição do Um, Shaka e umas aparições do Mestre Ancião e, claro, Aioros. Espero que essas lutas sejam mais bem desenvolvidas do que as que foram até agora e contem mais sobre os Cavaleiros de Ouro, coisa que não aconteceu na saga original.

E você, o que achou? Bem, como não tenho área de comentários no blog você pode postar nas redes sociopatas a sua opinião.

Eu Não Sou O Salvador

Eu não tenho obrigação de mostrar para as pessoas o quão retardadas e erradas elas são. O show de horrores e ignorância das redes sociais, trânsito, relações humanas e vida em geral, não são de minha responsabilidade. Preciso dizer isso, pois durante muito tempo, seguindo aquela máxima que diz “não fique quieto se ver algo errado”, eu tomei como responsabilidade minha apontar e expor essas falhas.

Mas Deus não me deu a tolerância e paciência para fazer isso, embora eu sempre tenha achado que eu devesse desenvolvê-las. Mas não quero desenvolvê-las para esse fim. O confronto direto à ignorância é uma luta equivocada que demanda uma energia muito grande para um efeito muito pequeno.

A grande questão não é demonstrar que a pessoa está errada, pois as pessoas vivem em bolhas e é difícil lutar contra o efeito manada que acontece dentro desses universos. Um exemplo bem claro e fácil de entender, é nata da classe artística brasileira. O mundinho em que eles vivem, é o da classe alta deslocada do dia-a-dia do brasileiro típico. Suas principais pautas principais são legalização de drogas, aborto, “causa gays”, apoio a financiadores de ditaduras socialistas, apoio a líderes de esquemas de corrupção e contra a legítima defesa, todas causas que a população ou não se importa ou é contra ou coloca lá no fim na lista de prioridades.

Você pode apresentar argumentos fortíssimos, baseado em dados de diversos países do mundo, com cultura semelhante a nossa, com os mais variados IDHs, linhas de raciocínio lógico fortíssimas, analogias bem elaboradas, depoimentos, dados estatísticos do próprio Brasil, que esse povo simplesmente vai olhar para você, olhar para os amigos deles, e dizer: “Armas só servem para matar. Vamos proibir as vendas e você é fascista. Vou voltar pro meu condomínio fechado com seguranças armados.”.

Ou seja, dentro da bolha, junto à manada, todo mundo pensa dessa forma e aquele que vai contra é excluído e isolado.

O problema é muito mais profundo do que esse grão de pó que estou expondo nesse texto. Passa por analfabetismo funcional, pelo culto à ignorância, pelas relações desses artistas com traficantes, pela falta de vivência na realidade brasileira, pela lavagem cerebral esquerdista nos meios culturais, pela idolatria a bandidos, pela arrogância e pelo fato da sociedade brasileira achar que a opinião de um artista famoso é importante simplesmente por ele ser famoso.

E você não vai resolver isso com confrontos diretos, pois as pessoas precisam buscar conhecimento no seu tempo, através do seu livre arbítrio, quando estiverem prontas para isso.

Pois então, o que eu posso fazer para ajudar?

Acho que o ponto principal é ser um bom exemplo e me preocupar em fazer o que eu considero como correto. Como gosto muito de expressar o que penso, posso continuar a fazer isso, deixando uma porta aberta para quem quiser se entreter ou pensar sobre as coisas que eu gosto de contar e expor. Na questão que utilizei como exemplo (a facilitação da legítima defesa), há pessoas extremamente mais qualificadas que eu para defender esse ponto e quem se interessar, um dia, vai encontra-las.

BÔNUS: Indo mais adiante, há outros pontos mais genéricos que podem ser interessantes a você também:

Ponto 1: Há diversas coisas a serem feitas e cada pessoa está preparada e foi feita por Deus para fazer algo diferente. A um grande jogador de futebol lhe foi dado talento para entreter as pessoas através do esporte. A um grande médico lhe foi dado talento para curar e tratar. Todos talentos são importantes na sociedade.

Ponto 2: Você precisa fazer aquilo que lhe faz se sentir bem e em paz. Deus lhe dá ferramentas e você pode fazer várias coisas com elas, mas não necessariamente precisa fazer tudo. Entre várias habilidades que Deus me deu, há a capacidade de produzir textos razoáveis. Eu posso utilizar isso para escrever histórias de ficção, textos técnicos, divagações, críticas ou o que mais eu quiser. E esse é o grande ponto: o que faz eu me sentir bem?

Ponto 3: Não é porque você pode que você deve. Eu posso entrar em confronto com burraldos das redes sociais, reunir uma série de dados e demonstrar o quão imbecis estão sendo. Às vezes o confronto direto serve não para converter o idiota do outro lado, mas sim para ajudar a pessoa que está acompanhando a discussão e ainda não tem opinião formada. Porém, não é uma luta que eu devo comprar, dada a forma ruim que me sinto cada vez que isso ocorre.

Por que eu me odeio?

Já fiz muita terapia na minha vida. Todos profissionais que fui me ajudaram muito e sou muito grato a eles pelo serviço prestado.

Porém, minha terapeuta atual chegou a um ponto que eu não imaginei que seria possível chegar. Em uma sessão que eu fui, terminamos com ela fazendo-me a seguinte pergunta: “Por que você se odeia?”. A pergunta é mais interessante ainda pois ela vem logo após um relato meu sobre a sensação que tenho de não merecer coisas boas que acontecem comigo, e chega ao meu cerne. Poucas vezes algo/alguém chega ali. Ela descobriu.

Passei muito tempo refletindo sobre isso e escrevi um texto de apenas 8 páginas justificando o porquê de eu me odiar. E não disse tudo o que eu gostaria de dizer. Faltou dizer o seguinte:

“Não entendo como posso não ser bem aceito em um mundo repleto de completos retardados mentais. Vocês, retardados, julgam-me, criticam-me, ignoram-me e não são capazes de ver o quão ignorantes e imbecis são.”

Claro que não vou publicar o resto do texto aqui. Vocês são burros demais para entendê-lo.

A Grande Pergunta da Minha Vida

Percebi que até hoje eu não sei bem o que vim fazer na Terra. Vejo alguns atos conciliatórios que tive com espíritos com os quais eu tive sérias intrigas no passado; Vejo aprendizados, em relação a como a vida é muito mais difícil e escura do que parece ser quando se não está aqui; Vejo amigos que conquistei e alguns que revi; Vejo algumas pessoas que pude ajudar; Vejo amor dos meus pais. Não quero lhes dizer que a vida é ou foi inútil, muito pelo contrário. Até o dia de hoje, aprendi muito e tive experiências engrandecedoras. O que eu não percebi e não entendo é se há alguma missão ou algo maior que eu deveria fazer além do crescimento pessoal, pois o maior peso que tenho desde que comecei a despertar nesse mundo não diminui durante minha caminhada:  a solidão.

Não se trata de estar cercado de pessoas ou de ter um relacionamento. A solidão é muito mais profunda do que isso. Sinto-me como um viajante perdido acolhido em um lar temporário onde ninguém fala o meu idioma.

Por isso, a pergunta que me faço desde que tenho consciência de mim é: O que eu preciso fazer para deixar de estar só?

Durante alguns anos eu pensei que a solidão cessaria quando eu começasse um relacionamento estável. Grande engano. Confesso, é verdade, que por diversos momentos com diversas pessoas a solidão não existiu, pois eu tive a felicidade de ter lapsos de companhia. Sentia-me completo, ouvido, atendido, amado. Mas isso não foi uma constante. Foram momentos esporádicos que vivi para poder ter o consolo de Deus de me dar uma demonstração de como é não se sentir só.

Hoje, apesar de ter alguém e morar com essa pessoa, a solidão afetiva e mental que sinto leva-me a rever todas ações que tive referente a relacionamentos interpessoais desde a mais tenra infância até os dias de hoje, na busca por uma resposta à pergunta: onde foi que errei?

Então você pode perceber que minha busca pela minha missão é na verdade uma busca para acabar com minha solidão, pois entendo que somente deixarei de estar assim quando cumpri-la ou estiver nela trabalhando. A pergunta, portanto, deveria ser: qual é a minha missão? Talvez por ter me desviado, Deus esteja “me punindo” com esse peso. Ele sabe, eu sei, que posso carrega-lo até o fim, porém Ele também sabe que é meu dever tentar lutar para fazer as coisas da maneira certa e, assim, aliviar-me.

Independente da minha missão, sei que errei. Se voltar ao início da minha adolescência e até à infância, lembro-me que eu nunca me julguei merecedor de ninguém e sempre tive uma autoimagem muito ruim. Qualquer menina que demonstrasse algum interesse em mim que pudesse levar a algum tipo de relacionamento, eu já via como “impressão minha”, “coisa da minha cabeça”, alucinação e fantasia, pois, afinal, como poderia esta menina tão legal estar interessada em alguém tão errado como eu? De certa forma isso fez eu me afastar de todas elas e foi confirmado com diversas decepções amorosas, por meninas que eu me apaixonava mas comprovadamente não me viam da mesma forma. O início desse pensamento de “não ser merecedor” não deveria ter me afetado tanto se eu tivesse em minha missão? Eu estava fora da missão desde tão jovem assim?

Deus em sua bondade concedeu-me relacionamentos e neles vários períodos de plenitude. O que eu fiz para que esses períodos deixassem de existir? É simples colocar toda a culpa em terceiros, mas evidentemente que há algo errado em mim e talvez aquela ideia adolescente de que “não sou merecedor de companhia” seja a ideia correta e a resposta para a grande pergunta da minha vida.

Ecos Silenciosos

Comecei a escrever e publicar textos aos 15 anos de idade. O retorno que eu tinha, especialmente com o blog 5150, que surgiu aos meus 18 anos, fazia eu me sentir entendido, compreendido, atendido e feliz por encontrar pessoas semelhantes a mim. O blog foi tão bom que graças a ele eu tive minha primeira namorada. Tudo o que eu escrevia reverberava entre meus amigos, entre meus leitores, entre minha namorada. Minhas palavras ganhavam força e como ondas, iam até a praia, voltavam até mim e me confortavam.

Vinte anos depois e hoje falo para fantasmas. Não se trata somente do que eu escrevo, mas sim do que eu digo. Um ponto da vida em que me tornei um jovem velho de 30 e poucos anos que fala sozinho, pois as pessoas simplesmente não me ouvem mais. Ainda questiono minha sanidade, questiono se não enlouqueci completamente e por isso não sou ouvido.

Escrevo para fantasmas, falo para paredes. Ninguém me ouve como as pessoas do passado ouviam. Ninguém ama como amaram.

Ouço somente minha tempestade interna e solitária. Ouço os ecos de um silêncio que eu mesmo causei pelas decisões mal tomadas e pela forma errada em que conduzi alguns aspectos da minha vida. Apesar disso, não tenho de maneira clara onde errei e nem no que eu errei. Talvez devesse ter me preocupado menos, talvez devesse ter me importado menos e prestado mais atenção naquilo que era uma agradável chuvinha de verão, antes que se tornasse em uma gelada e catastrófica tempestade interna.