Fausto Silva e os Analfabetos Funcionais

Ouvi as declarações do meu amigo Fausto Silva no seu programa, Domingão do Faustão. Pensei em fazer uma análise dessas declarações, pois mesmo que elas tivessem sido ao vivo – coisa que não foi, minha interpretação delas é completamente diferente do que todas interpretações que vi pela Internet, mas desisti de fazer pelos seguintes motivos:

  1. Como sou amigo de Fausto Silva, diriam que estou tentando “passar panos quentes” no que ele disse.
  2. Ultimamente, tenho questionado fortemente minha sanidade mental.

Ok, o item número 1 é uma piada, que só quem assistiu um certo vídeo no meu canal entenderá, mas o item número 2 é verdadeiro. Assim, penso que como devo ser louco, minha visão da realidade e minha interpretação dos fatos não seja condizente com a realidade.

Porém, para minha surpresa, o próprio Fausto Silva gravou um vídeo explicando o que ele quis dizer e a explicação que ele deu condiz com a interpretação que eu tive. Logo, as estatísticas de 92% de analfabetos funcionais estão se provando corretas mais uma vez e talvez eu não seja louco, só esteja realmente cercado de idiotas.

Passem bem e obrigado pela leitura.

Malucos Sem Faixa

É engraçado como nas férias do karatê eu comecei a perceber alguns ensinamentos latentes das aulas do sansei, não necessariamente relacionados à luta em si. Por exemplo, o grau de exigência que ele tem com os faixas preta é diferente do grau de exigência que ele tem com nós, faixas “coloridas”. Isso pode parecer a coisa mais óbvia do mundo, mas tente perceber o que está por trás disso: ele não nos desmotiva por não conseguirmos executar o golpe com a perfeição de um faixa preta e ele exige de nós até onde ele sabe que conseguimos chegar no momento, para no futuro termos a possibilidade de chegar até a faixa preta. Algum movimento que era aceitável antes, agora ele já cobra que corrijamos conforme vamos avançando nos treinos. Se ele tivesse exigido lá nas primeiras aulas, quando eu era só um maluco sem kimono, o que ele exige hoje, eu teria desistido e achado totalmente impossível ter chegado até onde consegui chegar.

E aí eu pergunto: o mundo é assim em relação a nós ou exige que sejamos sempre faixas preta?

Quando começamos um projeto qualquer, quantos desgraçados vêm tentar nos desmotivar e quantos vêm incentivar?

Acho que o mundo é composto de malucos sem kimono e empatia.

Serei Verdadeiro

Desde 1999 eu sempre tive blogs ou algum “canal online”. O Abacate Doce surgiu como um blog voltado à informática e quando comecei a fazer um relativo sucesso, já sendo indicado por terceiros em fóruns e recebendo um número constante de visitantes, eu me sabotei e acabei gradativamente abandonando o site.

Mais ou menos na mesma época, criei outro blog, o 5150. Tinha cerca de 50 visitantes únicos por dia, o que era um número razoável para a época e pelo pouco esforço em que eu fazia para divulgá-lo. Já tinha um público cativo e bastante ativo. Também o abandonei, provavelmente por auto sabotagem.

Criei um canal no YouTube há pouco tempo, que dado o tipo de conteúdo que posto e a qualidade dos vídeos, imagino que o teto do canal seja de 600 inscritos com uma média de 50 visualizações por vídeo. Já estou próximo desses números.

No canal, os vídeos de maior sucesso são: o primeiro vídeo que fiz, falando de uma fruta que nasce no quintal de casa e outros vídeos sobre meu celular, que fiz dois anos depois do vídeo da fruta, quando voltei com o canal. A semelhança entre todos vídeos: eu fiz sem absolutamente nenhuma preocupação em agradar alguém e com o objetivo apenas de “largar na Internet, me assistir e ver se é interessante para mais alguém”.

Com os blogs, as épocas de maior sucesso e os textos que mais tiveram repercussão também foram aqueles que eu menos me importei.

Portanto, pra mim fica claro que as pessoas gostam de verdade e espontaneidade. O que faço de forma mais transparente e espontânea agrada mais as pessoas, especialmente no mundo falsificado que temos hoje.

Por outro lado, quanto mais verdadeiro eu for, penso que menos visitas e leitores terei, uma vez que o que verdadeiramente penso e a forma como me expresso não agrade um número significativo de pessoas, ou seja, a “minha verdade” é diferente da “verdade da maioria das pessoas”.

Mas isso não é nenhum problema. Danem-se! A única coisa que terei até o fim da minha vida sou eu mesmo, como já disse nesse vídeo. Evidentemente que fico muito feliz quando pessoas gostam, pois indica que não estou totalmente sozinho em alguma ideia, posicionamento ou gosto, além de indicar que estou trazendo entretenimento para alguém, o que é bem legal.

Porém, prefiro ter apenas uma visualização em cada vídeo e zero visitas no blog do que ser um personagem de mim mesmo ou mudar algo para agradar alguém que acha que eu estou prestando um serviço. Eu não estou prestando um serviço, eu não sou a companhia telefônica que tem um SAC para ouvir suas preciosas críticas e reclamações, tampouco sou uma plataforma de debates para ouvir sua opinião divergente: crie seu próprio blog e canal para isso.

E é isso.

Eu Não Me Importo Com a Sua Opinião

Cogito retirar os comentários de todos os meus “meios de comunicação”, pois é mentira que eu me importo com comentários. Na verdade, eu me importo sim, se forem comentários positivos, que acrescentem alguma informação legal ou alguma pergunta pertinente. Comentários discordando ou a “sua opinião diferente” não me interessam em nada e eu vou apagar, pois o meu espaço não serve para a sua “opinião diferente”. Sim, isso aqui é uma ditadura. Crie o seu próprio espaço, a sua própria ditadura, e divulgue o que pensa lá que se eu me interessar vou lá ver o seu conteúdo.

Sou vadio

Uma coisa que aprendi é que as respostas estão todas em nós. Procurando em mim as respostas para meus dilemas, descobri um dos meus grandes problemas: eu sou vadio. Para caralho.

Não, eu trabalho, sempre trabalhei. Aliás com 15 anos eu já trabalhava, não por necessidade, mas sim para comprar coisas que eu queria. Todas atividades que meus chefes dão com prazo eu as entrego dentro desse prazo e com a melhor qualidade que eu conseguir. Eu gosto também de fazer coisas extras além do trabalho em si, costumo ser bastante proativo quando eu gosto do que faço. Por exemplo, já trabalhei em softwares cujo código base era bem ruim e me dispunha a “refazer” aquele código junto com minhas atividades.

Então eu trabalho. A vadiagem que eu tenho é em outro sentido.

Se meu chefe me dá uma atividade sem prazo e eu não gosto muito dela, aí é uma desgraça completa. Eu acabo me dispersando com muita facilidade e enrolando o máximo que dá. Se ele colocar um prazo, eu faço o melhor e mais rápido possível. Em geral, sem falsa modéstia, o trabalho fica bom.

Mas aí que está a minha vadiagem: eu faço o mais rápido possível porque quero vadiar! Quero terminar antes e deixar um tempo livre para ficar escrevendo, gravando vídeos ou em redes sociais. Ou seja, eu quero ser bom para poder vadiar.

Não sei o que fazer com essa conclusão nem o que ela significa. Caso algum chefe meu leia isso um dia, fique tranquilo que se tiver prazo de entrega, eu vou fazer nem que eu precise virar noites. Sou um vadio responsável.