A Tempestade Censurada

Acabei de escrever um texto chamado “A Tempestade Interior”, que reflete bem como me sinto, que conversa com Deus, que grita por ajuda. Gostei bastante do texto pois acho que consegui resumir em poucas palavras tudo o que sinto e também, de certa forma, aceitar o meu destino.

Mas, como publiquei ontem, quem se importa?

Quem eu gostaria que se importasse, não é nem capaz de fingir se importar há anos e quem realmente se importa sequer veio a este mundo.

 

Quem liga?

Eu tenho centenas de coisas a dizer. Quase todos os dias ou eu escrevo alguma coisa ou eu penso em algo que gostaria de dizer, porém não tenho mais publicado nada, pois dá muito trabalho maquiar o que realmente quero dizer. Criar histórias, cenários e presepadas em geral para não deixar totalmente explícito o que estou pensando é desgastante.

E o ponto também nem é esse trabalho, pois é até divertido em certos aspectos. O ponto é que ninguém se importa.

Mentira. Minha psicóloga se importa durante 45 minutos, enquanto eu conseguir pagá-la.

Eterno

Este blog é eterno, enquanto a eternidade durar. Ele contém apenas uma ínfima parte de tudo que já escrevi e se no começo, lá em 2001, ele foi criado para compartilhar pensamentos meus com o mundo, hoje ele é uma espécie diário pessoal misterioso e público. Assim como um diamante que precisa ser lapidado até chegar ao seu estado mais belo, este blog precisou ser lapidado durante anos e anos, até chegar ao ponto em que eu queria. Ainda não está lá, mas vai chegar, conforme eu for me descobrindo, ficando velho e tendo cada vez mais claro para mim o que eu realmente quero.

E é só isso que tenho a dizer nesse momento.

O Fim

No princípio, achei que eu fosse a escuridão. Depois, achei que eu fosse a luz. Em ti, joguei a culpa por todas as minhas dores e as frustrações com o mundo. Te culpei, te caluniei, te julguei e te condenei.

Hoje eu vejo que nunca fui a luz nem a escuridão, fui apenas humano em constante evolução. Assim como você. Talvez eu tenha errado muito mais justamente por não poder errar. Talvez eu tenha te machucado quando virei faca para mim e pressionei. Talvez.

O corte foi muito profundo e no escarlate das minhas mãos pude ver a sua dor.

A culpa não foi minha, a culpa não foi sua.

O fim chegou e a realidade cobrou seu preço. Espero que você e Deus me perdoem, mas mais do que isso, espero que eu consiga perdoar a mim mesmo.

Obrigado e desculpe-me.

Meu Nome

Mudei meu mundo por você.
Por amor, por compaixão, por amizade.
Dei minha vida pelo sonho, parceria e união.

Abri meu coração, derramei minhas lágrimas
Sangrei meu trabalho.
Você se afastou.
Você me afastou.

Esconde-se!
Por de trás do véu do orgulho,
para nunca pedir desculpas
Nunca ver quem eu sou.

Diga o meu nome.
Diga quem eu sou.
Não sou a Fonte que você há muito não tem.
Diga o que eu sou.
Não sou o fim, sou o caminho a ele
Diga meu nome
Não sou o final, sou o prólogo

Não peço palavras de gratidão, pois as palavras eu já domino.
Não peço dinheiro, pois ele logo vai.
Não peço o que não pode.
Não peço um escravo.

Peço uma companhia.
Peço alguém que queira voar comigo aos mais altos céus, nas noites estreladas, nas manhãs chuvosas, nas tardes ensolaradas, no frio do outono e no calor da primavera.

Diga meu nome.
Diga quem sou.
Caminhe ao meu lado, esteja comigo, não apenas me transforme em uma necessidade.

Um dia eu irei e sem mim você caminhará. A culpa e a saudade lhe consumirão e você sempre soube que poderia ter evitado.

Não é pelo meu nome.
Não é pela solidão.
Mas adiante, eu caminharei.

Não é uma ameaça,
é a Lei do Universo.

Diga meu nome.
Diga uma vez, mas não ache que é o suficiente.
Reconheça quem eu sou, mas não julgue que tudo resolveu.

Caminhe ao meu lado, mas não espere que eu reduza o passo.
Talvez seja tarde demais e não importe mais quem eu sou.
Talvez o destino já esteja selado e sua dor será maior.

Eu tentei.

Ao menos, quando eu me for, diga-me “adeus”.

E meu nome.