Eu Não Sou O Salvador

Eu não tenho obrigação de mostrar para as pessoas o quão retardadas e erradas elas são. O show de horrores e ignorância das redes sociais, trânsito, relações humanas e vida em geral, não são de minha responsabilidade. Preciso dizer isso, pois durante muito tempo, seguindo aquela máxima que diz “não fique quieto se ver algo errado”, eu tomei como responsabilidade minha apontar e expor essas falhas.

Mas Deus não me deu a tolerância e paciência para fazer isso, embora eu sempre tenha achado que eu devesse desenvolvê-las. Mas não quero desenvolvê-las para esse fim. O confronto direto à ignorância é uma luta equivocada que demanda uma energia muito grande para um efeito muito pequeno.

A grande questão não é demonstrar que a pessoa está errada, pois as pessoas vivem em bolhas e é difícil lutar contra o efeito manada que acontece dentro desses universos. Um exemplo bem claro e fácil de entender, é nata da classe artística brasileira. O mundinho em que eles vivem, é o da classe alta deslocada do dia-a-dia do brasileiro típico. Suas principais pautas principais são legalização de drogas, aborto, “causa gays”, apoio a financiadores de ditaduras socialistas, apoio a líderes de esquemas de corrupção e contra a legítima defesa, todas causas que a população ou não se importa ou é contra ou coloca lá no fim na lista de prioridades.

Você pode apresentar argumentos fortíssimos, baseado em dados de diversos países do mundo, com cultura semelhante a nossa, com os mais variados IDHs, linhas de raciocínio lógico fortíssimas, analogias bem elaboradas, depoimentos, dados estatísticos do próprio Brasil, que esse povo simplesmente vai olhar para você, olhar para os amigos deles, e dizer: “Armas só servem para matar. Vamos proibir as vendas e você é fascista. Vou voltar pro meu condomínio fechado com seguranças armados.”.

Ou seja, dentro da bolha, junto à manada, todo mundo pensa dessa forma e aquele que vai contra é excluído e isolado.

O problema é muito mais profundo do que esse grão de pó que estou expondo nesse texto. Passa por analfabetismo funcional, pelo culto à ignorância, pelas relações desses artistas com traficantes, pela falta de vivência na realidade brasileira, pela lavagem cerebral esquerdista nos meios culturais, pela idolatria a bandidos, pela arrogância e pelo fato da sociedade brasileira achar que a opinião de um artista famoso é importante simplesmente por ele ser famoso.

E você não vai resolver isso com confrontos diretos, pois as pessoas precisam buscar conhecimento no seu tempo, através do seu livre arbítrio, quando estiverem prontas para isso.

Pois então, o que eu posso fazer para ajudar?

Acho que o ponto principal é ser um bom exemplo e me preocupar em fazer o que eu considero como correto. Como gosto muito de expressar o que penso, posso continuar a fazer isso, deixando uma porta aberta para quem quiser se entreter ou pensar sobre as coisas que eu gosto de contar e expor. Na questão que utilizei como exemplo (a facilitação da legítima defesa), há pessoas extremamente mais qualificadas que eu para defender esse ponto e quem se interessar, um dia, vai encontra-las.

BÔNUS: Indo mais adiante, há outros pontos mais genéricos que podem ser interessantes a você também:

Ponto 1: Há diversas coisas a serem feitas e cada pessoa está preparada e foi feita por Deus para fazer algo diferente. A um grande jogador de futebol lhe foi dado talento para entreter as pessoas através do esporte. A um grande médico lhe foi dado talento para curar e tratar. Todos talentos são importantes na sociedade.

Ponto 2: Você precisa fazer aquilo que lhe faz se sentir bem e em paz. Deus lhe dá ferramentas e você pode fazer várias coisas com elas, mas não necessariamente precisa fazer tudo. Entre várias habilidades que Deus me deu, há a capacidade de produzir textos razoáveis. Eu posso utilizar isso para escrever histórias de ficção, textos técnicos, divagações, críticas ou o que mais eu quiser. E esse é o grande ponto: o que faz eu me sentir bem?

Ponto 3: Não é porque você pode que você deve. Eu posso entrar em confronto com burraldos das redes sociais, reunir uma série de dados e demonstrar o quão imbecis estão sendo. Às vezes o confronto direto serve não para converter o idiota do outro lado, mas sim para ajudar a pessoa que está acompanhando a discussão e ainda não tem opinião formada. Porém, não é uma luta que eu devo comprar, dada a forma ruim que me sinto cada vez que isso ocorre.