Prisão I: Consumismo

Condenação:

  1. Viver para comprar acessórios, objetos, penduricalhos e bugigangas que não vão fazer a menor diferença na nossa vida em termos práticos;
  2. Não se satisfazer com os bens materiais que se tem, buscando sempre um modelo diferente e mais novo que, na prática, não melhorará nossa vida em nenhum aspecto, seja no conforto, na solução de problemas, praticidade ou satisfação de necessidades fundamentais;
  3. Comprar produtos e não os consumir, tais como roupas, livros, jogos, músicas, revistas, comidas, joias, calçados e outros.

Que crimes nos levam a essa prisão?

Todos cometemos algum crime e acabamos sendo enviados para esta prisão, nem que seja em regime semiaberto. Em síntese, os crimes mais comuns e que geram o tempo de retenção mais longo, são:

  1. Deixar se levar pela corrente da sociedade que tende a ridicularizar ou marginalizar quem não está seguindo o modelo-padrão de comportamento pessoal esperado;
  2. Ceder à tentação de parecer ser o que não se é, necessitando de acessórios para ofuscar sua imagem diante as demais pessoas;
  3. Cultivar o medo de si, o medo de estar com si e assim destinar energia e recursos para preencher a vida com coisas materiais que desviam sua atenção de você mesmo;
  4. Buscar preencher vazios espirituais com matéria bruta, ou seja, bens materiais.

Como saímos da prisão?

Quem está preso no consumismo normalmente tem dificuldades de reconhecer. Sente-se livre por acreditar que deliberadamente optou por se prender. É um paradoxo: se sou livre para fazer o que quero, deixo de ser livre se opto por me prender no consumismo?

De um ponto de vista imediatista e mundano, há liberdade nessa escolha. Mas de um ponto de vista espiritual e pela busca do contato com o seu próprio Universo, você está  fugindo ao se aprisionar em algo que não lhe trará absolutamente nada a longo prazo e em crescimento espiritual. Então sair dessa prisão é essencial, mas não necessariamente simples.

Primeiramente, precisamos entender nosso grau de evolução e admiti-lo. Estou longe de um ser totalmente desapegado ao consumismo e não vou mudar em alguns minutos. Aliás, nada no Universo é instantâneo e as mudanças em nós, parte do Universo, também não são elaboradas instantaneamente. Tendo em mente o seu grau de evolução, você não pode exigir ter um comportamento de um ser super evoluído. Você não precisa se tornar São Francisco de Assis ou Chico Xavier agora. Não se cobre por isso.

EstradaLiberdade
A estrada para a liberdade não é calçada, plana e reta.

O objetivo é a melhora gradual. Não se culpe se comprar uma blusa que não precisava, mas desenvolva em si o hábito de se perguntar antes de fazer uma compra: você realmente precisa daquilo? Você, sozinho ou rodeado somente das pessoas que ama, se sentiria melhor com aquilo? Será que eu realmente preciso comprar mais um tênis? Se eu só tenho um par e ele não está muito bom, eu preciso. Se eu tenho vinte e nove pares ótimos, acho que não preciso de mais um par. E será que eu preciso comprar o novo celular Master Turbo Adventure II, que agora tem soluções para problemas que eu nem sabia que tinha? Talvez não precise.

 

Todos sofremos influência do meio em que vivemos. Se você vive em um meio com pessoas em que o consumismo é considerado benéfico e padrão, pode ser muito difícil para você seguir um caminho oposto. O mais importante é lembrar que toda evolução é um processo individual e voluntário, que não depende da aprovação de terceiros.

Liberte-se! Por você.

Um comentário em “Prisão I: Consumismo

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