Abacate Iluminado

A ideia concebida de “Abacate Doce”, lá nos primórdios da Internet, sempre foi de um site com temas leves. Um local agradável onde eu pudesse compartilhar meus pensamentos mais profundos sobre a vida. Devido as minhas transformações de personalidade e adaptações ao mundo, não foi assim que o site se desenhou e acabei fechando a porta dos sentimentos aos textos.

Felizmente, sempre é possível recomeçar. E por proteção do Universo, este blog nunca “bombou”. Se tivesse feito sucesso durante as fases em que eu escrevia textos negativos, provavelmente eu teria seguido essa linha e tornado o Abacate Doce em Abacate Azedo.

E a parte azeda do mundo todos nós já conhecemos, mas o lado doce parece esquecido. Ele é tão esquecido que eu me sinto envergonhado em escrever sobre ele. Por que, afinal de contas, nós, pessoas, nos dedicamos tanto a escrever críticas, reclamações e tão pouco a escrever mensagens boas ao mundo?

Mesmo a tragédia é possível vê-la de uma forma não triste. É possível aprender a compreender a grandeza do Universo e, dentro de nossas limitações humanas, ver os detalhes que não percebíamos porque estávamos dando zoom na parte errada da foto. É possível colocar um açúcar no abacate. E é esse tipo de pensamento que eu vou passar neste site, sempre movido pela minha fé e experiências de vida.

“Take a look at yourself; Not at anyone else; And tell me what you see

I know the air is cold; I know the streets are cruel; But I’ll enjoy the ride today…”

Prólogo

Política, religião, futebol, astronomia, física, música, tecnologia, comportamento humano, sociedade, vida extraterrestre, veganismo, liberdades individuais. Não sou especialista em nenhum desses temas e no entanto são temas que gosto de abordar. Meu medo em abordá-los está no fato que não sou especialista em nenhum deles e, ao abordá-los, acabaria me tornando um daqueles. Aqueles. Os filósofos, sociólogos e especialistas das redes sociais. E não só das redes sociais .O jornalismo, como eu já digo há anos, é um aglomerado de blogueiros e youtubers pagos para falarem sobre assuntos que não dominam. Há apenas diferenças formais entre um colunista da Veja ou Carta Capital e um blogueiro qualquer.

Há exceções, é evidente! E nos dias atuais é sempre preciso colocar o “mas” quando se faz o uso de figuras de linguagem, sarcasmo ou ironia. A diversão das hipérboles está sendo afogada nas lágrimas da sociedade politicamente correta e semialfabetizada em que vivemos. Mas aqui, não me submeterei à opressão às hipérboles.

Por não querer ser um “daqueles”, sempre tive fases em que estava receoso de escrever e me expôr. Fases que duraram de semanas a anos. Pois quem sou, afinal, para postar ideias na internet?

Pra começar, não sou jornalista. Sou um dos “palpiteiros de internet”. Sou um ser humano normal com capacidade de me expressar através de textos de uma forma que agrada um certo número de pessoas. Eu as entretenho. Assim como gosto de assistir a youtubers e ler blogs de especialistas em nada, outras pessoas gostam de consumir o que publico. E, ocasionalmente, o que publico desperta alguma ideia ou visão diferente acerca de determinado assunto.

Considerando que sou alfabetizado e que há um público para meus pensamentos, por que não publicá-los? Considerando que, sem modéstia, tenho consciência que minha inteligência é acima da mediocridade, porque não expô-la?

Em uma internet tão esculhambada e em uma fase da civilização onde há uma enxurrada tão grande de opiniões desastradas, onde qualquer jaguara com um computador conectado à internet está em iguais condições às de um jornalista profissional, onde jornalistas profissionais travestem suas opiniões partidárias com uma máscara de isenção, correr o risco de ser um “daqueles” não será a pior coisa da história do Universo. Arriscar-me-ei, portanto, a palpitar aleatoriamente sobre tudo, sempre mantendo uma posição clara quando tiver.

E agora, fiquem com um belo instrumental para encerrar esse prólogo.