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Beleza Relativa
por Daniel Zhe
I. Intro
Beleza Relativa é uma teoria associada à idéia de que beleza está nos olhos de quem a vê. Uma pessoa fisicamente linda torna-se desinteressante em um nível não-sexual quando demonstra sua ignorância, irritabilidade ou qualquer outro fator que possa influenciar o julgamento de seu observador.
Beleza física é padrão. Segue uma mesma linha base e, sim, é importante até certo ponto. Mais do que eu gostaria e menos do que eu penso que é.
É facíl de perceber e julgar. Não depende muito da percepção da pessoa, é praticamente um mesmo padrão no contexto (a sociedade e como seus integrantes são criados). Talvez a parte instintiva, profundamente relacionada à primeira das sete esferas, nos faça optar pelo mesmo padrão: homens procuram mulheres que passem a sensação de férteis e capazes de cuidar de seus descendentes, enquanto mulheres procuram homens capazes de caçar e protegê-las dos "perigos da selva".
Fisicamente, portanto, o que nos atrai é uma mistura de instintos e padrões sociais.
II. Atrações
Mas não somos puramente animais. Há a beleza complementar, a beleza humana. Isso é muito mais complexo e difícil de explicar. Esta sim é relativa. Ela é suficiente para uma relação não-miguxística? Talvez.
As pessoas são atraídas por aparência física, admiração ou interesse. A base de todos os relacionamentos não-miguxisticos do mundo é essa tríplice. Se você está namorando, casado ou "de rolo", com certeza está envolvido com essa pessoa por um ou mais desses motivos.
Talvez você não admire ela, mas tenha uma grande atração física. Ok, vocês não são mentalmente tão compatíveis, mas "se entendem o suficiente" e o prazer físico compensa.
Talvez ela não seja nenhum exemplo de beleza mas, puxa, é alguém que conquistou sua admiração sabe-se lá por qual motivo. Você é fã dela ou a respeita muito pela pessoa que é. A atração está em um nível mais profundo.
Ou você é um folgado filho da puta que está na relação apenas por interesse em dinheiro, status social ou poder.
Os três motivos podem existir em um relacionamento. A ausência dos três indica que sua relação é um fracasso, mantida por carência, pena e conformismo. Você está preso e por tabela prendendo um terceiro.
III. Formação da Beleza Humana
Voltando à beleza humana, pode-se traçar um paralelo entre ela e a beleza física. Observe que as duas já nascem com a pessoa, mas ao contrário do seu oposto, a humana é muito mais difícil de mudar, de perceber, de compreender e corrigir.
Existe a idéia de que todas as pessoas nascem puras e por causa do meio em que vivem acabem moldando suas personalidades, sociopatas ou caridosas, boas ou más, honestas ou corruptas.
Serei leviano se não aceitar que fatores ambientais mudem uma pessoa, porém não acredito que sejamos apenas objetos do meio onde vivemos. Influências externas mudam nosso comportamento. A mãe pode roubar um litro de leite para dar ao seu filho, o jovem pode fazer bobagens pela pressão de seus amigos. A questão é o tamanho e contexto dos seus erros.
Todos moradores de favelas são bandidos? Toda classe média-alta brasileira é honesta? Aquele adolescente que estudou nas melhores escolas, formou-se com honras em uma grande universidade, está livre de cometer atos ilícitos e atentados morais?
Se o ambiente e criação, e apenas isso, definem a personalidade de alguém, como podemos explicar diferenças tão brutais de personalidade e valores entre irmãos?
São fatores catalisadores e orientadores de personalidades (almas) já pré-moldadas.
Logo, assim como a beleza física, a beleza humana também é uma conseqüência da genética, Deus, karma, alma, natureza, etc.
IV. Beleza Relativa
Sendo o físico e o "mental" conseqüências de nossa existência, qual delas é melhor? Posso ser bonitão e imbecil? Posso ser gênio e barango? Se desse pra escolher, o que você escolheria?
Generalizando: as duas opções têm seus problemas.
Ressalto a generalização nesse ponto do texto.
Observe uma mulher linda, porém vazia de espírito. Ela vive confinada em sua beleza, no desespero para estar sempre mais bonita que as outras, preocupada com o tempo que passará e levará tudo que ela tem.
Os cabelos ficam branco, as "coisas caem". Ela não tem contato com nada além de sua vidinha superficial e fútil, baseada no tipo mais simplório e leviano de beleza, pois aquilo lhe dá retorno. A sociedade a admira. Os homens lhe fazem favores absurdos por causa disso, sentem-se "machos", graças a seus instintos mais profundos de propagação genética. Ela parece feliz.
Uma feia genial sofre do mesmo mal. Sim, ela em tese teria cabeça para lidar com sua "falta de beleza física", entretanto está afogada em suas idéias, suposições, idelogias, questões existenciais. Questiona-se sobre a "moral" disso tudo e, às vezes, sofre pelo confinamento mental solitário.
É mais fácil uma feia carismática e inteligente torna-se verdadeiramente linda, obfuscando qualquer "problema físico" do que uma linda arrogante e estúpida torna-se inteligente e carismática. Jamais conseguirá.
Você gostará, de alma, da feia carismática. A questão de haver um relacionamento entre vocês é muito mais complexa e envolve valores, opiniões, atração física (seja pela beleza natual ou conquistada pelo jeito) mas, relativamente, ela será bonita.
Teoria das Sete Esferas
por Daniel Zhe
Este texto foi originalmente publicado no Hora Extra, quando o ego não havia subido à minha cabeça e eu ainda participava lá.
Fiz uma breve revisão e estou republicando-o aqui, pois alguns dos 7 leitores ainda não leram.
Este texto também servirá de base para futuros posts. É praticamente a introdução a Teorias Sociais Danielzhenianas.
Este texto é uma introdução básica sobre as 7 esferas, camadas, níveis que compõem a sociedade humana. A idéia de "esferas" com uma dentro da outra é a melhor representação, uma vez que as esferas centrais *compõem* as externas. Uma esfera externa, portanto, depende 100% da existência das esferas centrais para se justificar e existir.
Veja o gráfico abaixo:
As 7 Esferas da Essência Humana: de fora para dentro, os instintos
primitivos.
De dentro para fora, a evolução natural do ser.
A camada central, o que lhe motiva a viver, é a essência mais primitiva e profunda de um ser humano, a necessidade básica: sua sobrevivência e a reprodução da espécie. Poderíamos considerar a sobrevivência como uma oitava camada, central, mas na sociedade em que vivemos, ela está no mesmo nível da proliferação da espécie.
Alguém deixa de fazer sexo para economizar dinheiro pra comprar comida? Vide os exemplos das camadas sociais mais baixas e menos instruídas, que apesar de viverem em situações precárias, geralmente possuem 5, 6, 7, 10 filhos. “Tudo que Deus mandar”. Creio que o fato de a sobrevivência ser difícil também acabe interferindo diretamente no número de filhos. “Se as chances de sobrevivência aqui são baixas, então preciso ter mais filhos para haver uma chance maior de eu ter descendentes”. Logo, sobrevivência e reprodução são um nível só.
A segunda camada, está relacionada à auto-promoção e família. Entenda por “família” não apenas os indivíduos ligados geneticamente à pessoa, mas também aqueles que fazem parte do “grupo” deste ser. Na verdade a família é uma faixa que corta todas as camadas, pois trata-se do “grupo”, do “bando” do indivíduo. Promovendo sua família, ele estará também se auto-promovendo. Trata-se do segundo instinto humano: a auto-promoção. Para chegarmos a sexo e sobrevivência, precisamos ser melhor que alguém e para isso precisamos nos promover. Como vou conquistá-la se há tantos homens melhores concorrendo? Como vou conseguir caçar se há concorrentes mais fortes lutando pela mesma presa?
A terceira esfera é bastante ligada à segunda. Trata-se das amizades por interesse. O ser humano procurará amizades que lhe tragam algum benefício, seja relacionado à esfera central ou seja apenas para conquistar status. Se eu ficasse rico e começasse a ostentar riqueza material, várias pessoas tentariam ser minhas amigas para fazer parte do meu “bando de poder” ou para me cooptarem ao seu bando, acrescentando alguém que poderia lhe trazer um “status” maior, uma vantagem a mais diante os outros concorrentes.
O próximo instinto é o status social. Assim como todas as esferas, ele está ligado diretamente à anterior, pois a esfera maior engloba a menor. As amizades por interesse são para ter status social, que é garantido por alguém que esteja bem em todas as outras esferas, especialmente as duas centrais. Esse nível pode ser confundindo com a auto-promoção e família, mas são diferentes: auto-promoção e família são essenciais para se ter status social, já o status é totalmente dispensável para você se auto-promover.
Geralmente essa é a esfera até onde as pessoas chegam, pois são as essenciais para o básico: sobrevivência, status perante os demais membros do bando (a liderança da matilha) e a reprodução da espécie. Nada muito diferente das ambições de um lobo, um hipopótamo, um veado ou outro animal qualquer.
A partir da quinta esfera é que o ser humano começa a crescer e diferenciar-se dos animais teoricamente irracionais. Trata-se das amizades por afinidades, aquelas que você confia, gosta e quer ter por perto. Uma pessoa confiável, inteligente, querida e/ou com várias coisas em comum com você, mesmo que essa pessoa não lhe traga nenhuma vantagem social. Muitas pessoas buscam consolidar essa esfera, mas a qualquer sinal de abalo nas esferas inferiores, acabam deixando as amizades por afinidade de lado, abandonadas, excluídas, e correm para reparar os danos centrais. É deplorável, triste e me deixa angustiado, mas faz parte dos nossos instintos primitivos de sobrevivência e reprodução.
Consolidando a quinta esfera e mantendo-a estável e forte, considere-se uma pessoa feliz e realizada, especialmente porque não depende só de você, uma vez que as suas amizades por afinidade podem fugir a qualquer sinal de ruptura no centro do grande globo da vida. Elas não sabem, mas você agora sabe que a quinta esfera é única e inestimável. É capaz de lhe ajudar a reparar as centrais. Ela pode lhe dar forças no seu intimo, pode aumentar sua auto-estima e dar suporte a problemas. Seus amigos por interesse farão isso? Seu status social fará? Talvez, mas lembre-se que a esfera maior engloba a menor, ou seja, mesmo que ela dependa das esferas centrais, ela é maior que elas.
A sexta esfera é muito mais ampla. É praticamente um reflexo da quinta. Estando bem e com amizades reais consolidadas, é a hora em que você começa a agir e influenciar positivamente o resto do mundo. O simples fato de você estar feliz e estável, já exerce influência ao seu redor. Mesmo sozinho, você não se sente bem e confortável perto de pessoas amistosas e fortes? Você não acha agradável conviver com pessoas, mesmo que não muito próximas, que são felizes, confiantes e “de bem”? Se quiser, após a construção e evolução da sua vida, você pode tentar interferir positivamente na vida de terceiros desconhecidos. De fato, mesmo sem querer realmente, você estará interferindo positivamente. Em outras palavras: arrume sua casa, fique feliz e mantenha seus amigos reais que o resto do mundo sentirá os efeitos positivos de sua alegria.
Por fim, temos a grande esfera global, a verdadeira razão do nosso coletivo: a evolução da espécie. Se todas as outras esferas estiverem consolidadas, naturalmente a espécie evoluirá, cientificamente e humanamente. É o grande propósito que temos aqui, seja por qualquer visão. Você é uma pessoa religiosa? Estamos aqui para evoluirmos como seres imortais individualmente e coletivamente. Você não acredita em alma e acha que tudo acaba quando morremos? Pois estamos aqui para fazermos a humanidade evoluir, para o futuro. Pense nas coisas boas que temos hoje graças à evolução criada pelos nossos antepassados. Na tecnologia, cito apenas o computador, a maior evolução da história. No lado humano, cito a liberdade e a queda de vários preconceitos.
As setas são auto-explicativas: quanto mais próximo do centro, mais seus "instintos animais" são ativos, mais semelhantes somos a um animal.
Quanto mais longe, quanto mais nos afastamos e evoluímos, mais nos tornamos humanos.
Estas são as 7 esferas humanas-sociais.
Por que um blog?
por Daniel Zhe
Não é raro eu pensar em algum assunto, filosofar sobre ele durante horas, dias e decidir fazer um post. O problema é que falta “aquela inspiração” pra escrever. Às vezes o problema não é nem escrever e sim estruturar as idéias de modo que sejam compreensíveis e interessantes de ler. Aquilo que poderia nutrir esse blog, portanto, acaba sendo esquecido.
É, um dos maiores clichês de blogs periféricos é escrever sobre a falta de assunto. Passam-se dez, quinze, vinte dias e o dono aparece com algum post pedindo desculpas pela falta de atualizações, choramingando que está sem tempo, justificando-se aos leitores.
Deve haver, só no Brasil, pelo menos 100.000 blogs ativos, aqueles em que o seu dono ainda lembra de sua existência e posta algo de vez em quando.
Destes 100.000, a maioria absoluta é de blogs-periféricos. Aqueles que somente um grupo restrito de pessoas lê, aqueles em que o dono conhece todos os seus leitores. Morroida, Cocadaboa, Meio-bit e outros são exceções. Os ícones a serem copiados, os caras que conseguem ganhar alguma coisa com seus blogs, ao menos o suficiente para pagarem domínio e hospedagem.
Nessa minha divisão superficial, incluo ainda um grande grupo de blogs “médios”, onde os donos não conhecem todos os seus visitantes. Geralmente são mantidos por escritores frustrados, pessoas altamente criativas, inúteis com muito tempo livre, nerds sem vida social ou especialistas com blogs temáticos.
O objetivo inicial de manter um blog, não deveria ser a ambição de “ganhar dinheiro” com isso ou se tornar o novo Cocadaboa. Deveria ser o prazer, diversão, possibilidade de se expressar sem censura.
É uma questão de liberdade. Mesmo que as atualizações aqui não sejam freqüentes, mesmo que seja um blog periférico, mesmo que não haja nenhum lucro financeiro direito com ele, é a satisfação do “eu posso”.
Eu sei que o site está aqui disponível pra eu poder escrever o que quiser e quando quiser.
E não deixa de ser bom pro ego saber que alguém lê, por livre e espontânea vontade, qualquer idéia ou besteira que for publicada.
Liberdade e ego. É isso que me faz pagar o que pago para ter um domínio e um serviço de hospedagem.
Falha nos comentários?
por Daniel Zhe
Fui responder o comentário de um leitor e o sistema não estava aceitando o código de verificação. Precisei atualizar a página (F5) para conseguir comentar.
Felizmente o texto digitado não é perdido.
Não sei se isso é problema específico do meu navegador (tô usando o Opera) ou já aconteceu com mais alguém.
Enfim...
Religião Lógica
por Daniel Zhe
Acredito que tudo que faz parte do mundo possui alguma lógica, não apenas as pessoas e seus comportamentos, como tudo aquilo que está relacionado à "existência". A vida, a morte, o recheio de Trakinas, o gergelim, o Windows.
Nada é por acaso. Em certos momentos, torna-se uma obsessão procurar a lógica e sentido em tudo que me cerca, especialmente quando não consigo vê-la.
Deus e infinito são duas questões não consigo explicar. Admito a existência de ambos, porém não sei como descrevê-los. Qualquer tentativa de justificá-los, tornaria-os descaracterizados, pois para compreendê-los e abstraí-los com palavras, precisaria resumi-los e, assim, deixariam de ser infinito. Perderiam sua essência.
Eles existem. Eu admito e minha mente finita jamais será capaz de absorvê-los. Observo sua lógica, seus fenômenos e aceito sua existência. É aquela velha história: não posso ver o ar, mas ele existe porque o sinto e observo suas conseqüências.
"Deus" é absurdamente mais complexo e maior do que a visão de "ditador onipresente" que as religiões, em especial a católica, pregam. Ora, "Deus" não é uma "entidade", não é uma "deuseficação" da nossa existência.
Deus é a lógica que rege o universo. Pessoas passam fome, crianças morrem, coisas ruins acontecem por efeito de alguma ação lógica. Ele não é bom nem mau. É lógico.
Sua chance de obter coisas boas em sua vida realizando ações positivas é, portanto, muito maior do que tomando más escolhas e criando condições propícias para eventos desagradáveis acontecerem com você.
Mas às vezes você é uma boa pessoa, um ótimo cidadão, trabalhador, amigo, benfeitor. Alimenta-se direito, se exercita, se relaciona bem com todos, tem família, emprego tranqüilo e rentável, etc. Mas fica doente.
Eu, divagador dono de um blog, não sei te dizer por quê. Há um motivo. Sim, eu concluo que pelos dois pontos de vistas diferentes (religioso e cético fanático), que há um motivo.
Ceticamente, você pode ter bebido água de Chernobill.
Religiosamente, "Deus" pode estar lhe punindo por não ir à Igreja.
Tudo é explicável e racional dentro de um ponto de vista. De onde vejo o mundo, o bom cidadão está vivo e este é o ponto de partida para adoecer.
A questão "se Deus teve influência no caso", seja curando nosso amigo graças a sua fé (e à ciência), é irrelevante pra mim, da mesma maneira que é irrelevante como este texto transitou pela infra-estrutura da Internet até chegar a você. Aconteceu, não sei explicar como. Simplesmente aceito e faço o possível para que ele chegue da melhor maneira possível, deixando o resto nas "mãos de Deus".
Gosto Pessoal x Racionalidade
por Daniel Zhe
Tem coisas na vida que quem não acha foda é retardado. É, pura e friamente assim: retardado.
Você pode odiar o estilo de uma banda, pode nunca mais querer ouví-la na vida, mas se não respeitar e admirar ou é musicalmente analfabeto ou é complexo demais para sua cabeça.
Eu odeio Ramones, acho tosco e sem graça. Não me emociona. Gosto de uma ou outra música (alguns clássicos). Mas é imbecilidade pura eu dizer que a banda é podre e não teve um papel importantíssimo na história da música com sua tosquisse. A época era outra, o cenário do mundo e da música idem. Dezenas de bandas fodásticas foram influenciadas por Ramones ou alguém que foi influenciado por eles. É ignorância não aplaudir e reconhecer esse trabalho.
Não ouço muito Engenheiros do Hawaii, mas qualquer pessoa com o mínimo de racionalidade que observar as letras e composição terá respeito por eles. Sempre que ouço fico admirado.
Eu gosto de Oasis. Bastante. Tenho vários CDs originais. Oasis é uma merda, a bateria é sempre igual e Liam e Noel são dois grandíssimos filhos da puta arrogantes.
Ok, é uma opinião válida e até concordo, porém mesmo assim várias músicas mexem comigo de alguma maneira sem explicação, assim como as músicas que você ouve "mexem" com você. E aposto que entre a gama de bandas que você gosta, há algo tosco como Oasis mas que "te toca" (ui!) de alguma outra forma.
Van Halen é (foi) meu segundo vício musical. Falem mal do Sammy Hagar (Can`t Stop Lovin You) e prefiram Lee Roth (Jump). Tudo bem. É racional.
Digam que todo o resto da banda é podre e só o Eddie Van Halen que é bom. Certo... uma pessoa inteligente poderia pensar isso.
Percebem? Há uma grande diferença entre meu (seu) gosto pessoal e a análise racional.
Você não precisa ouvir o que é foda (Beethoven) se aquilo não te emociona de alguma maneira. Passe o dia todo ouvindo a aberração do Charlie Brown Jr, mas não seja tosco a ponto de dizer dizer que Beethoven é um lixo.
Melancias que brotam pelo chão
por Daniel Zhe
Melancias que brotam pelo chão
Rastejando como meu amor
Mostrem-me
o caminho
De onde vem esse fedor?
Melancias que brotam pelo
chão
Podres e fedidas
Solitárias no mundo
Nunca mais
serão comidas
Melancias que brotam pelo chão
Ja não são as mesmas
Depois
que perceberam
Que nunca serão cerejas
Novo Servidor
por Daniel Zhe
Desde o começo da semana passada, o Abacate esteve extremamente lento. Na última sexta-feira, acesso o site e o Tomcat (servidor Java) está desativado. Todo código Java exposto para o mundo. E pior: os visitantes sem acesso ao conteúdo.
Entro em contato com o suporte e sou informado que minha conta não tinha Tomcat e que para tal eu precisaria pagar mais R$ 3,50 por mês.
Quão bizarro é isso? Mais de 1 ano sem nenhum problema e eles simplesmente desativam o serviço, dizendo que preciso pagar mais para tê-lo novamente.
Ok, reativaram. Sou paciente. E o site voltou cheio de erros.
A resposta do suporte foi "o Tomcat está funcionando".
Quer dizer então que eles brincam no servidor, desativam o serviço que mais necessito e eu tenho que ficar procurando o problema?
Com dezenas, centenas, MILHARES de opções de servidores para hospedar meu site, decidi simplesmente mudar de empresa ao invés de começar uma discussão com o pessoal do servidor antigo.
Cancelei minha conta e assinei um servidor especializado em Java, no Canadá, seguindo recomendações de algumas pessoas do Guj.
Estou livre dos péssimos serviços que enfrentei durante todos esses anos hospedando o site no Brasil. Péssimo atendimento, administradores sem o menor conhecimento da tecnologia, quedas constantes e preços caros.
Espero agora nunca mais me preocupar com hospedagem e não perder uma tarde toda migrando o site de um lugar pro outro.
OBS.: Esse servidor com Java 6 e Tomcat 6 é absurdamente mais rápido que todos que usei, com Java 5 e Tomcat 5.5.
[ATUALIZAÇÃO 1:33] - O acesso aos dados pelo meu gerenciador é sensivelmente mais rápido. Não sei se é a estrutura do servidor que é melhor ou se são otimizações das versões nova do Java e Tomcat. É quase tão rápido quando rodar localmente.
Inteligência Relativa
por Daniel Zhe
Definição
Inteligência é um dos vários conceitos subjetivos criados pela humanidade. A definição precisa no dicionário associa “inteligência” a intelecto, a “capacidade de compreender e adaptar-se facilmente; capacidade, penetração, agudeza, perspicácia”.
Se você perguntar às pessoas, cada uma terá uma idéia diferente de inteligência, mas em geral todas associarão inteligência à capacidade que uma determinada pessoa tem de fazer algo que elas não seriam capazes de fazer ou entender com tanta facilidade.
É um conceito muito difícil de explicar e assimilar. O senso comum indica algumas pessoas inteligentes. Porém, seria o senso comum capaz de reconhecer inteligência?
A sociedade aponta estereótipos inteligentes. Médicos, em geral, são considerados pessoas muito inteligentes, mesmo que entre eles haja alguns – como em todas as profissões - que tenham um conhecimento muito ruim em outras áreas da vida e pouco domínio da sua própria área, além de uma baixa capacidade de absorver e compreender novos saberes.
Inteligência é confundida com formação acadêmica. Uma pessoa que nunca teve contato com um curso superior ou se quer cursou ensino médio pode, sim, ser muito mais inteligente que um médico, juiz, advogado, jornalista ou programador formado. Diploma não torna ninguém inteligente, apenas lhe dá um atestado que você, em tese, está capacitado para exercer determinada profissão. A primeira pessoa com apenas o ensino fundamental, talvez fosse apta a resolver problemas, aprender, assimilar e raciocinar com muito mais precisão e lucidez do que o sujeito graduado. Enquanto o graduado teria dificuldades e resistência em entender algo simples sobre algum assunto qualquer, o estudante básico poderia aprender com muita facilidade.
Inteligência é Relativa
A capacidade de reconhecer inteligência está diretamente ligada à sua própria inteligência. Inteligência, portanto, é relativa. Posso considerar alguém muito inteligente por admirar sua capacidade de absorção de idéias, lógica e conhecimento multidisciplinar. Entretanto, alguém muito mais capaz que eu, com uma visão melhor do mundo e da realidade, poderia considerar aquele a quem admiro um completo idiota.
Quem está certo? Se formos seguir essa “escala intelectual”, apenas uma meia-dúzia de pessoas no mundo é inteligente, pois todas abaixo se tornam idiotas a estes seis gênios superdotados e com “melhor visão”.
A inteligência, assim como a beleza, está nos olhos e mente de quem as vê. É, portanto, relativa.
Relatividade x Realidade
Nem tão relativa. Inteligência é universal. Se eu não tenho capacidade para reconhecê-la, não significa que ela não exista. Se meu senso não consegue ver inteligência e beleza em um belo “funk” carioca, não significa que seja um tipo de música débil, limitada, apelativa e absurdamente fácil de ser criada por qualquer pessoa acordada e saudável. Para alguém aquilo é bonito e inteligente, mas será essa uma bela compreensão da realidade? A partir de que ponto algo deixa de ser vulgar, óbvio e ridículo para se tornar inteligente?
Humberto Gessinger, letrista e compositor. Não é o estilo de música que eu gosto, mas admiro muito e tenho grande respeito pelo seu trabalho. Eu vejo inteligência em suas letras, mesmo que considere “mais inteligente” o trabalho de John Petrucci e sua turma.
Considero-me inteligente por ser capaz de reconhecer o bom trabalho do nosso amigo tricolor Humberto Gessinger e ao mesmo tempo reconhecer a estupidez do funk carioca. Para minha visão, para minha realidade, esta é a inteligência. Considero que sou apto de saber o que é universalmente inteligente ou não, mesmo que eu não compreenda o conhecimento formado a partir daquela inteligência.
Um funkeiro, não é igual?
Apesar de saber que existe inteligência universal e crer ser capaz de reconhecê-la, não deixo de viver a limitação de saber se minha capacidade realmente mostra a verdade ou apenas o meu ponto de vista da inteligência.
Talvez, por reconhecer isso, eu seja inteligente.
Libertadores 2008 - Considerações Finais
por Daniel Zhe
A Libertadores 2008 acabou e pela terceira vez consecutiva, um tricolor perde na decisão. Sou tri-vice: uma por secação, uma por amor e outra por simpatia.
A final já passou, mas quero registrar algumas observações e comentários:
1. No jogo contra o Atlético Nacional, quando vi a torcida do Fluminense vaiando o time mesmo empatando em 0x0 e garantindo a classificação, comentei com algumas pessoas que uma torcida que faz isso em oitavas-de-final de uma Libertadores não merece ver seu time campeão. Comentei também que o Flu era muito "faceiro". Faltava um pouco de "catimba" e raça;
2. Nos jogos contra o "todo phoderoso Boca Juniors" e o São Paulo, o Fluminense calou minha boca. Com muita raça, conseguiu eliminar os dois grandes favoritos ao título;
3. A LDU é um time muito bom. Quem acompanhou outros jogos da equipe pode constatar isso. Não é uma equipe de grandes craques, mas tem esquema, é organizada, tem um ótimo preparo físico (fruto da altitude?) e não chegou à final de Libertadores por nada;
4. A LDU poderia ter feito muito mais no primeiro jogo em Quito, se não tivesse começado a brincar em campo;
5. Foi decepcionante ver o Renato Gaúcho recuando o time e se contentando com a derrota de "apenas" 4x2 no Equador. Mais decepcionante foi acharem que foi um resultado "bom";
6. Mais uma demonstração de raça ao conseguir virar o jogo no Maracanã. Logo no começo, com o gol equatoriano, a soma dos resultados era de 5x2. O Fluminense conseguiu, honrosamente, levar a decisão para a prorrogação. Deveria ter ganho ali. Era a hora. Mas foi pros pênaltis. Em pênaltis, o grande Brasil de Farroupilha é capaz de derrotar o Manchester United;
7. Falando em Manchester United, alguém tem dúvida que o time de Anderson e Cristiano Ronaldo será o campeão mundial 2009? A LDU venderá todo time até lá e os demais participantes, com todo respeito, são times ridículos sem a menor condição de enfrentar um campeão Europeu;
8. Sinistro o Maracanã em silêncio durante as cobranças do Flu;
9. Parabéns ao Fluminense pela ótima campanha.
Problema com comentários corrigido
por Daniel Zhe
Comentei no lançamento da versão 08 do Abacate Doce, que havia um problema com os comentários que fazia com que os leitores tivessem um tempo muito curto para comentar após clicarem em "Enviar comentário". Hoje, pela primeira vez, tive um relato de alguém que foi prejudicado por isso.
Bem, o problema já foi corrigido. O que pode acontecer é do sistema achar que o código de verificação digitado é inválido e pedir para que seja digita novamente, mas nenhuma informação será perdida e o comentário será enviado normalmente após o código ser re-confirmado.
Relações Humanas: Casamento e Solidão
por Daniel Zhe
Sou um cara que adora observar as interações e comportamentos das pessoas. Freqüentemente, sento em algum canto na sala de aula ou em algum bar e analiso o modo com elas conversam entre si, o que dizem, como se relacionam, como se portam e como mudam com a chegada de uma pessoa nova no grupo.
Não sei explicar a graça disso. Acho que talvez faça eu conhecer melhor o ser humano e a mim mesmo.
O Orkut é outro prato cheio pra isso. Confesso que é uma das minhas realizações-inúteis aquele monte de perfil para analisar e associar com os comentários em nas comunidades. Com o tempo, você acaba detectando padrões e sendo apto a "pré-julgar" as pessoas com uma margem de erro menor e ainda fazer um auto-julgamento muito mais racional.
Minha área de atuação é completamente diferente dessa. Nem leio muito sobre esses assuntos, é mera curiosidade. Gostaria de um dia conversar com sociólogos e psicólogos para tirar várias dúvidas e saber a explicação "técnica" para algumas situações do cotidiano.
Conversei com uma amiga uma vez sobre "relacionamento aberto" e casamento (no sentido de morar junto e ter uma relação monogâmica), eu defendendo o romantismo ("conhecer alguém", se apaixonar, morar junto, ter filhos e viver feliz para sempre) e ela o "relacionamento aberto".
Ela tinha pontos interessantes e válidos, mas que ainda sofrem uma grande resistência do conservadorismo da sociedade (em partes, estou incluído nisso).
Hoje, em um dos meus momentos de ócio, esbarrei com o link de uma entrevista do psiquiatra Flávio Gikovate à revista Veja, sobre casamento e solidão. Uma análise fria, racional e lógica.
"Não precisa casar. Sozinho é melhor."
Concordo com uma série de comentários que ele fez e apresentou alguns pontos de vista que eu não havia imaginado antes e entendido perfeitamente quando minha amiga tentou me explicar. A entrevista é esclarecedora e bastante realista a meu ver.
Ele também fala sobre a confusão entre egoísmo e individualidade, algo que sempre preguei, mas nunca soube explicar.
Alguns trechos que destaco:
"Atualmente, muitos homens e mulheres já consideram que ficarão sozinhos para sempre ou já aceitam a idéia de aguardar até o momento em que encontrarão alguém parecido tanto no caráter quanto nos interesses pessoais. Se isso ocorrer, terão prazer em estar juntos em um número grande de situações. Nesse novo cenário, em que há afinidade e respeito pelas diferenças, a individualidade é preservada. Eu estou no meu segundo casamento. Minha mulher gosta de ópera. Quando ela quer ir, vai sozinha. E não há qualquer problema nisso."
"(...) duas pessoas que se amam devem estar juntas em todos os seus momentos livres, o que é uma afronta à individualidade."
Genial. Tão lógico, racional, simples e verdadeiro.
"A fidelidade ocorre espontaneamente quando se estabelece um vínculo de qualidade. Em um clima assim, o elemento erótico perde um pouco seu impacto. Por incrível que pareça, essas relações são monogâmicas. É algo difícil de explicar, mas que acontece."
"O mundo acadêmico está cheio de papagaios, que repetem fórmulas prontas. Citam sempre outros pensadores, mas nunca vão a lugar algum. Não têm coragem para disso. Esse universo, do qual eu acabei me afastando, é extremamente conservador. Não são eles que produzem as novas idéias."
Essa alfinetada no mundo acadêmico pode ser observada também em outras áreas, não apenas na dele. Por experiência própria, quem faz Ciência da Computação, ao menos aqui, tem a oportunidade de conhecer várias pessoas com alto conhecimento teórico, mas nenhum conhecimento prático ou produção própria.
Leia a entrevista completa clicando aqui.
Bairrismo, patriotismo e "secação": crias do "centro"?
por Daniel Zhe
A final da Copa do Brasil deste ano foi marcada pelas brigas extra-campo e acentuação da rivalidade Pernambuco x Resto do Brasil. É um assunto extremamente sensível, mas que do meu ponto de vista, é tratado com muita superficialidade e até “vista grossa” pela tradicional imprensa paulista e carioca.
Tenho um grande respeito por Pernambuco. Nunca estive lá e moro longe, comento apenas pela imagem que é “vendida” pra mim aqui no extremo sul do país. Acho muito legal o “bairrismo” daquele povo. Durante algum tempo, acompanhei comunidades sobre o futebol nordestino, onde freqüentemente eram postadas pesquisas sobre torcidas. Enquanto em estados como Sergipe, Rio Grande do Norte e Alagoas há um grande número de torcedores de times do Sudeste e Sul, em Pernambuco, o trio Sport Recife, Santa Cruz e Náutico domina com ampla margem. Esse amor do pernambucano pela sua terra fica evidente com o freqüente grito de “Ah! é Pernambuco!” e o grande número de bandeiras daquele estado que se vê em jogos de seus clubes.
Acho isso muito bonito isso e de maneira alguma implica em falta de patriotismo ou amor pelo Brasil*. Você pode amar sua terra, sua cidade, seu estado, e também a unidade nacional. Se gremistas têm absurda rivalidade com colorados, não quer dizer que eles não se unirão para torcer por seu estado. Se paulistas e cariocas têm grande rivalidade, não quer dizer que não se unirão para torcer pelo seu país.
No Rio Grande do Norte, os dois maiores clubes são ABC e América “de Natal". Lá, as pessoas que torcem apenas para um ou outro, sem terem um segundo time de grande expressão nacional, têm certo desprezo por “torcedores mistos”. “Mistos” são aqueles que além de apoiarem o time do seu estado, seja um pequeno clube ou não, torcem por outro grande time de outra região. Geralmente o “segundo time” desses torcedores é Corinthians ou Flamengo, em menor proporção Vasco, Botafogo, Fluminense, Palmeiras e São Paulo. Por quê? Pelo fato da imprensa central, que gera imagens para todo o Brasil, ter uma forte tendência a “apoiar” e exagerar na cobertura destes clubes. Esse fenômeno não acontece só no Rio Grande do Norte, é em todo o Nordeste, com menos acentuação em Pernambuco, Bahia e, talvez, Ceará.
Lembro-me do Campeonato Brasileiro de 1999, na fase de oitavas de final. No mesmo horário de Corinthians (primeiro colocado na classificação da primeira fase) e Guarani (oitavo), tivemos o clássico Cruzeiro (quinto) e Atlético Mineiro (segundo). Se não o maior, com certeza um dos maiores clássicos do futebol nacional, com as duas equipes em ótimos momentos.
Adivinhem qual jogo Rede Globo e seu filho SportTV transmitiram pra o Brasil?
Pior ainda foi saber que tive que agüentar o 0 x 0 dos paulistas enquanto perdi o 4 x 2 mineiro. E isso se repetiu no segundo jogo, com um 2x0 paulista e outro emocionante 3 x 2 mineiro.
Este exemplo clássico demonstra aquilo que não só os pernambucanos, mas também gaúchos e mineiros querem dizer ao afirmarem que há sim um favorecimento e exaltação exagerada dos “queridos” do futebol paulista e carioca. Não se trata de “falarem” dos clubes de fora do eixo alguns minutos em seus programas esportivos. É uma questão de respeito e reconhecimento pelas outras grandes equipes do país, muitas vezes maiores que os “queridinhos exaltados”. E é aí que começa o desprezo do “resto do Brasil” por Corinthians e Flamengo, onde tudo que ocorre lá é um grande acontecimento. O Sport não foi campeão da Copa do Brasil. O Corinthians que perdeu. “A tragédia que ocorreu em Recife”, fala Cleber Machado.
Eu gostaria de ter visto muito mais entrevistas com jogadores do Sport do que pichações de muros e barramentos de goleiros.
* Após ter escrito este texto, fui informado que a torcida do Sport vaiou o Hino Nacional. Não vi isso pela TV (manipulação?), mas se realmente aconteceu, é lamentável.
RSS e velhos hábitos
por Daniel Zhe
RSS é uma tecnologia que permite que você receba em um software (ou não), chamado de “cliente de RSS”, todas as novidades de um determinado “feed” RSS, associado a um site, seção, etc.
Por exemplo, você instala em seu computador o leitor e cadastra nele o feed do Abacate Doce, a seção de entretenimento da BBC-Brasil, 9down e o HoraExtra. Seu leitor de RSS fica aberto, rodando em segundo plano. A cada determinado intervalo de tempo, ele verifica nesses feeds se há algum post novo em algum destes servidores e te avisa.
A moral é que você pode monitorar dezenas, centenas, milhares de sites e ler seu conteúdo sempre que há algo novo, sem precisar entrar em todos esses sites, um por um. Observe que o RSS Reader já salva no seu computador (ou não) o material novo recém publicado.
A idéia é ótima, e eu seria viciado nisso se surgisse na época em que eu usava linha discada. Que maravilha, salvar no meu computador todo o material novo de dezenas de sites e poder lê-los com calma, desconectado.
Mas não consigo gostar. Não consigo me adaptar. Meu impulso natural é abrir o navegador e ir ao site que quero. Está intrínseco ao meu ser navegar por eles, ver os layouts, abrir abas no Firefox, etc. O processo com o RSS é semelhante, mas não é natural pra mim. Não flui. É mais prazeroso entrar em um site de tempos em tempos e ler vários posts do que receber um por dia.
Felizmente o RSS é só uma ferramenta extra e não substituta e, por isso, posso continuar com meus velhos hábitos.
Biblioteca de Links: XP Tweaks
por Daniel Zhe
http://www.kellys-korner-xp.com/xp_tweaks.htm
O Windows XP ainda é o sistema operacional mais utilizado no mundo, em desktops, e ficará assim por um bom tempo.
Este site achei há algum tempo quando procurava uma solução simples para aumentar o cache de ícones do Windows. Tem uma série de outros tweaks para problemas comuns, que podem ser feitos direto no registro.
O site é bem simples e estilo "indexador de links", o que dificulta um pouco achar exatamente o que você está procurando.
Tem realmente muita coisa.
Fiz uma tradução rápida de algumas das opções disponíveis lá, de alguns problemas que já vi pessoas reclamarem:
- Habilitar/desabilitar o Num Lock no carregamento do XP
- Corrigir
associação de executáveis (.EXE)
- Desinstalar ou
instalar a desgraça do NetMeeting
- Restaurar o ícone do
Internet Explorer na área de trabalho
- Desativar aqueles
malditos beeps de alerta
- Remover o menu
Arquivo/Editar/Visualizar do Windows Explorer (dá pra desfazer isso
também)
- Corrigir o problema que às vezes ocorre do Windows
XP não salvar configurações do usuário
-
Limpar o auto-completar do Explorer
- Desativar as mensagens de
alerta de pouco espaço em disco
- Habilitar ou desabilitar o
Visualizador de Imagens e Fax do Windows
- Habilitar ou
desabilitar o Assistente de Busca do Windows (aquele "cachorrinho
cuti-neneho" que aparece na busca)
E muito, muito mais. Mesmo. São cerca de 800 links diretos para tweaks e correções de "coisas chatas" do Windows XP. Vale a pena consultar o site antes de perder tempo procurando soluções para probleminhas comuns no Google.
Biblioteca de Links
por Daniel Zhe
Com essa história de blog automatizado, nerdisticamente desenvolvido por mim, ficou muito fácil criar novas categorias pro site.
Começo hoje a Biblioteca de Links, que servirá basicamente como uma seção de links úteis sobre vários assuntos, especificamente temas/problemas nerds e consultas menos óbvias que podem ser úteis para pessoas comuns.
Eu poderia disponibilizar um link para o meu bookmark on-line, mas a idéia não é só dizer "vejam, aqui tem os 2387 links da zona que é meu bookmark, se virem em achar as coisas aí, reorganizem, e depois mandem de volta pra mim" e sim apresentar os sites indicados de forma racional.
Começarei com alguns links que já indiquei aqui no passado, como parte da migração do material do site antigo para o novo e para compartilhar com os novos visitantes.
TraduSSões e LegendaZ
por Daniel Zhe
Estou fazendo meu primeiro "trabalho sério de tradução*". É mais difícil do que eu pensava, pois fico "preso" em algumas expressões que não sei como traduzir perfeitamente.
Como já imaginava, não basta conhecer bem inglês: é preciso ter um vocabulário em português relativamente amplo para conseguir achar sinônimos para certos termos.
A grande pergunta que veio à minha cabeça, é como alguns desses "legendadores da Internet" conseguem fazer uma tradução boa mas ao mesmo tempo cometer tantas aberrações no português?
Existem tradutores e grupos ótimos, cujas legendas sempre são de boa qualidade, porém quem está acostumado a usar essas legendas distribuidas pela Internet, com certeza já viu alguma dessas aberrações a que me refiro.
Outro problema da tradução, é que o tradutor precisa ser relativamente bom em conhecimentos gerais ou se for um documentário sobre um assunto específico, precisa conhecer muito bem aquele assunto, para não nos fazer ler sobre "sombreamento de pixel 3.0".
Mesmo na TV, quem nunca viu alguma tradução errada sobre um tema específico?
É muito mais difícil do que parece.
OBS.: Alguém que tenha um inglês muito bom, está disposto a ajudar com alguns termos específicos?
*Legenda de um documentário pra mandar pra um desses sites de legenda...
Palpites Irrelevantes
por Daniel Zhe
Os blogs surgiram com a idéia de “bio-log” (log da vida) dos autores. Em pouco tempo, passaram a ser a porta para pessoas comuns poderem se expressar sobre qualquer assunto. O formato é simples, fácil de entender e usar. Textos publicados cronologicamente, com título, conteúdo e logo abaixo um espaço para os leitores comentarem. Simples.
Eu não me interesso muito por blogs estilo “meu querido diário”, entretanto, em muitas situações, o modo como uma pessoa expõe sua vida e seu ponto de vista das coisas é muito interessante e até engraçado. Quando alguém consegue transformar um fato corriqueiro do dia-a-dia em um texto que é atraente para qualquer um, mesmo para quem não conheça o autor, essa pessoa conseguiu dar sentido a um blog “meu querido diário”. Parabéns!
Além dos blogs clássicos, temos os blogs especializados, onde o(s) autor(es) foca(m) em um tema específico. O motivo que faz as pessoas lerem esse tipo de blog é a evidente busca pela opinião de um especialista.
O que me intriga são os blogs de opinião. A maioria dos blogueiros não escreve sobre o assunto em que é especialista. Considere os blogs com, pelo menos, 100 visitas únicas diárias. Muitos destes blogs são mantidos por jornalistas que na verdade não são especialistas em nenhum assunto específico. Eles escrevem muito bem e em geral têm idéias interessantes sobre os mais variados assuntos.
A questão é por que nos interessa a opinião de pessoas comuns – como eu – que nem especialistas em escrever são.
- Oi, meu nome é Daniel e tenho um site.
- Legal. É sobre o quê?
-
É um blog de opinião.
Por que leria a opinião desse cara? Quem é ele? Qual a relevância da opinião sobre futebol de um cara que nunca foi jogador, nunca trabalhou nessa área e não se lembra da Copa de 90? Ora, ele nem jornalista é! Não tem nenhuma técnica para expor idéias. E ainda ousa escrever sobre vida, celulares, música e outros assuntos onde ele não sabe muito mais que qualquer outro leigo.
Mas as pessoas lêem. Você lê. Eu leio. Trata-se de uma questão de identidade com quem escreve e da valorização das opiniões de determinada pessoa. Um anônimo pode conseguir um alto nível de respeito intelectual dos seus leitores, se eles assim quiserem. Extrapolando: se Einstein fosse vivo e tivesse um blog, onde escrevesse sobre política, música, vida, futebol, uma quantidade absurda de pessoas o leria. A opinião dele seria relevante.
Em contrapartida, o grande gênio poderia ter opiniões totalmente divergentes da minha e, apesar de respeitá-las, eu preferir ler um blog de uma pessoa comum que pense de maneira semelhante a minha.
Por fim, o motivo que nos faz ler um blog de opinião é semelhante ao blog “meu querido diário”. Envolve um nível mais alto de intelectualidade, mas a atração pelo material está intrinsecamente relacionada ao seu autor e a nossa tendência natural a nos aproximarmos de semelhantes ideológicos ou culturais.
Primeiro Post
por Daniel Zhe
Estava pensando sobre algum tema para o primeiro post “de verdade” do “novo” Abacate Doce. Quando criei este site, o objetivo era fazer comentários sobre assuntos relacionados à informática e computação.
Com o passar do tempo, comecei a sentir a falta de um espaço para escrever sobre assuntos variados, como futebol, astronomia, pessoas, coisas, monitores de LCD, linha internacional de data no Kiribati e outros. Até tentei postar alguns textos fora do assunto informática-computação aqui, mas não me senti à vontade, pelo formato do site, pelo conteúdo predominante e pelo seu foco original.
A solução para isso veio durante o planejamento do Abacate ’08. Pensei em um sistema que permitisse criar blogs paralelos e manter o Abacate Doce como site principal, ainda focado apenas em informática, computação e “coisas nerds relacionadas”.
Antes de começar a abrir blogs como um louco, um sobre futebol, outro sobre “observações do mundo”, outro sobre música, outros sobre geeks, outro sobre os blogs que abro, e acabar vendo um por um morrer lentamente, prefiri jogar tudo aqui no Abacate Doce mesmo.
Portanto, a partir de hoje, com o novo começo, este não é mais um site sobre informática e computação. Definiria como um “site pessoal”, mas como ele não é sobre minha vida e eu, esse rótulo não procede.
Creio que a melhor definição é “blog de opinião”, com grande predominância em assuntos nerds/geeks.
Sei que nenhum leitor terá interesse em todo o material publicado aqui, mas já que o meu objetivo não é ficar rico e dominar o mundo (bem, não com este site...), então está tudo bem.
Abacate 08: Problemas Detectados
por Daniel Zhe
Não são "problemas" na verdade, mas são inconvenientes que podem vir a incomodar.
O primeiro, é referente ao time-out da sessão. Para os não nerds: vocês têm 4 minutos para escrever o comentário após clicarem em "Enviar novo comentário". Esse problema será resolvido logo (mesmo!).
O segundo problema, é que a horário dos comentários fica 1 hora adiantado. Não sei se é alguma bobagem que eu fiz ou se o horário do servidor está errado. Enfim, isso não é muito relevante. Façam de conta que estamos todos no meio do Oceano Atlântico.
E por fim, há mais um problema, mas que é totalmente irrelevante pra vocês. Se estiverem lendo isso, quer dizer que já foi resolvido.
Abacate 2008
por Daniel Zhe
Após meses de trabalho, pesquisa, enrolação e muito café, enfim "o site está pronto".
Foi um grande trabalho fazê-lo nas horas vagas, muitas vezes sacrificando horas de FIFA 08 e Orkut para poder investir em algo que não sei se dará certo, tanto na questão de atrair visitantes quanto na questão de servir como suporte ao currículo.
O que há de novo?
O aclamado RSS, um novo layout (100%
dentro das normas da W3C, como sempre), sistema de busca, categorias,
suporte a múltiplos-blogs, suporte a múltiplos-autores no mesmo blog,
correções de bugs e várias otimizações no código. Um grande trabalho
para apenas uma pessoa.
Por um bom tempo não pretendo implementar mais nada novo aqui e trabalhar só na correção de falhas e naquilo mais relevante aos visitantes: o conteúdo.
O conteúdo
A respeito do conteúdo, fiz uma reorganização
geral. Removi "textos legados" e desativei a seção Gravity Brasil, uma
vez que não uso mais esse newsreader. A quem sentir-se órfão, recomendo
o Xananews,
que estou usando atualmente.
O site tornou-se um blog. O material disponível através do menu lateral, será de textos longos (e tops) do passado.
Com o sistema de categorias e busca disponíveis, facilitará um monte a localização de informações publicadas em posts e não em textos fixos.
Os posts antigos estão sendo reeditados e atualizados. Gradativamente, publicarei novamente alguns desses posts, pois há temas interessantes que quero reabordar com mais profundidade.
Freqüência dos posts
O ideal seriam posts diários,
mas sou realista: uam vez por semana será a média. Agora com o RSS
implementado, não faz muita diferença a periodicidade oficial, uma vez
que o seu cliente RSS fará o trabalho de verificar se há algo novo.
O futuro
A grande missão de fazer um "sistema gerenciador de
blogs" está concluida. Agora é só corrigir bugs. Futuramente, pretendo
criar um sistema de cadastro com personalização do conteúdo, de forma
que cada visitante cadastrado possa escolher o tipo de material que quer
ver. Por exemplo, se você não tem interesse em ler nada sobre Linux ou
Futebol, após ser identificado, o site não exibirá pra você posts dessa
categoria. É uma idéia boa, mas por enquanto, vocês, leitores, poderão
se virar muito bem navegando pelas categorias, que serão criadas em
conjunto com o novo conteúdo.